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As modificações no zoneamento: a participação do CCU e dos cidadãos

Uma grade de ocupação estabelece como a cidade se desenvolve. Entretanto é possível adaptá-la ou modificá-la através de um projeto particular, o município oferece uma certa flexibilidade contanto que a modificação seja muito bem justificada. E, o mais interessante do processo, a palavra final é da população.
Estive recentemente envolvido em um projeto com mudanca de zoneamento. O projeto era simples: um prédio residencial com 6 andares et 63 unidades de apartamentos em um terreno delimitado por três ruas e uma passagem (estas passagens, públicas, são chamadas de ruelles).15-10-22-5780 SHERBROOKE EST-LT-3

A grade de ocupação para a área onde este edifício estava implantado determinava que o térreo deveria ser ocupado com comércio e os demais andares com residências, a construção podia ser realizada até o limite de propriedade, ou seja, não tinha recuos, mas tudo isso deveria ser distribuído em no máximo 4 andares. Portanto nosso projeto ultrapassava o limite estabelecido em dois andares.
A justificativa neste caso foi a utilização de recuos e, sobretudo, o escalonamento do edifício a partir do 4° andar. Este escalonamento acontecia somente na parte de trás da edificação (junto à ruelle), justamente onde o impacto da construção seria mais notado devido a proximidade das construções vizinhas .15-10-22-5780 SHERBROOKE EST-LT-11Apresentamos,além do projeto, um estudo de sombreamento comparativo entre o que a grade permitia e o que estávamos propondo. E naturalmente este desenho indicava que a sombra gerada pela edificação proposta não seria difererente do que era permitido.

Uma vez que o projeto e as peças justificativas estão montadas e organizadas (isto tudo é feito com o acompanhamento de um consultor da prefeitura, ou seja, não adianta ter uma ideia mirabolante e desenvolver uma proposta; antes de começar qualquer coisa é preciso a anuência de um consultor que vai te indicar se o que você vai propor é coerente ou se você não está viajando na maionese), inicia-se o processo de aprovação legal junto ao CCU (comité consultatif d’urbanis15-10-22-5780 SHERBROOKE EST-LT-12me – )
Na primeira etapa de aprovação o projeto é apresentado ao Comité em um sessão fechada(a apresentação é feita pelo consultor que acompanhou o processo). Se o projeto é aprovado pelo CCU ele é publicado aos cidadãos, do contrário ele pode ser negado ou solicitado transformações, ou outras justificativas. Na segunda etapa, normalmente um mês depois da primeira, o projeto volta em pauta em uma nova sessão pública do distrito (Montreal é dividida em distritos, seriam como as subprefeituras da cidade de São Paulo), neste momento o público pode questionar o projeto. Normalmente o consultor detém os dados necessários para reponder aos cidadãos, mas o arquiteto que elaborou o projeto também pode interferir. Na maioria dos casos as respostas podem ser dadas na própria sessão, ou é feita nas semanas seguintes, algumas vezes é necessário apresentar mais dados ou justificativas.
O projeto chega à reta final. A última sessão (ou última leitura), novamente pública, os cidadãos podem estar de acordo ou não, e neste momento o projeto pode ser bloqueado, mas para isso acontecer é preciso recolher um numero mínimo de assinaturas. Caso isso não aconteça o CCU vai confirmar que a mudanca de zoneamento foi aprovado.
Minha experiência foi positiva, hMontreal-boroughs-post-demergerouve um questionamento que o consultor se prontificou à responder ao cidadão em três dias ( e as perguntas podem ser de qualquer natureza, desde que, obviamente, estejam ligadas ao projeto; pois a questão não foi sobre a modifcação no número de andares, mas se o emprendimento causaria problemas de estacionamento na vizinhança). A participação pública é fundamental para criar um sentimento de preservação e respeito à cidade. A palavra do cidadão é ouvida e discutida.

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Modi

Design: Luiz Fernando Farkas Crepaldi

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BIG revela projeto de novo arranha-céu no Canadá | PiniWeb

BIG revela projeto de novo arranha-céu no Canadá | PiniWeb.

Tambor

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Design: Luiz Fernando Farkas Crepaldi

Criado Ulisses/ Bedside table Ulisses

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Design: Luiz Fernando Farkas Crepaldi

Residência em São Paulo/ Residence in São Paulo

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Designer: Luiz Fernando Farkas Crepaldi

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Mulher de vermelho/ Woman in red

MULHER DE VERMELHO
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Redline

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Designer: Luiz Fernando Farkas Crepaldi

Trapézio

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Designer: Luiz Fernando Farkas Crepaldi